terça-feira, 2 de setembro de 2008

CRISTOVAM BUARQUE PROPÕE FIM DO SIGILO BANCÁRIO E FISCAL DE AGENTES PÚBLICOS:DO PRESIDENTE ao VEREADOR: ALGUNS JÁ TREMEM NAS MÃOS...

FONTE: CONGRESSO EM FOCO
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Política Imprimir matéria Enviar por e-mail Comentar matéria

PEC acaba com sigilo bancário e fiscal de agentes públicos

27/08/2008 08:38h Foto: O Globo A PEC foi proposta pelo senador Cristovam Buarque

(PDT-DF) A Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) vota hoje (27) polêmica proposta de emenda à Constituição (PEC 47/05), de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que acaba com o sigilo bancário e fiscal de todos agentes políticos, do presidente da República ao vereador, e dos funcionários públicos.

A matéria une parlamentares da base do governo e da oposição que se dizem contrários à mudança na Constituição. Representantes dos servidores criticam a iniciativa, que, segundo eles, pode servir como instrumento político e de perseguição. Para o cientista político da Universidade de Brasília (UnB) Rodolfo Teixeira, a proposta é de cunho eleitoral.

Em contrapartida, o relator do projeto na CCJ, senador Pedro Simon (PMDB-RS), que irá apresentar o parecer na sessão de hoje, se diz favorável à proposta do colega.

A princípio, a proposta de Buarque trata apenas da quebra de sigilo bancário e financeiro dos agentes políticos e ocupantes das funções de confiança e dos cargos em comissão das administrações direta e indireta de qualquer dos poderes da União. No parecer de Simon, essa regra foi estendida a todos os funcionários públicos.

"É de nosso entendimento, e por isso sugerimos um substitutivo à PEC, que não apenas os que exercem cargos comissionados ou funções de confiança devem ser excluídos da manutenção dos sigilos bancário e fiscal, mas que esta exclusão tenha sua aplicação ampliada para todos os servidores e agentes públicos, assim como nas transações financeiras efetuadas por obrigação de contratos feitos com a administração pública", ressalta o senador em trechos do parecer.

O peemedebista é autor de proposta similar, o PLS 194/05. O projeto acaba com o sigilo bancário de deputados, senadores, ministros, do presidente e seu vice, dos diretores partidários e dos presidentes e diretores da administração direta e indireta. A proposta de Simon se encontra engavetada junto com outras 2 mil na CCJ, aguardando entrar na pauta da comissão.

Regras

Segundo a Lei Complementar 105/2001, a quebra de sigilo bancário poderá ser decretada quando for necessária para apurar qualquer ilícito, em qualquer fase do inquérito ou do processo judicial. Essa quebra deve ser feita principalmente na investigação de atos de terrorismo, tráfico de drogas, tráfico de armas, seqüestro, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, além dos crimes contra o sistema financeiro, a administração pública, a ordem tributária e a previdência.

Fora dessas hipóteses, romper o segredo sobre as movimentações financeiras é considerado crime. Os responsáveis podem ser condenados de um a quatro anos de prisão e multa.

Remoção de entulhos

No texto da proposta de Cristovam Buarque, o senador defende a medida como um "choque" de moralidade na administração pública. "Propomo-nos, portanto, com a PEC que ora apresentamos, a colaborar com esforço nacional no sentido de remover os entulhos de quaisquer naturezas que emperram o nosso país e atrasam o encontro de nosso povo com o seu futuro", ressalta o parlamentar em trecho do projeto.

Procurado pela reportagem, o senador explicou como seria feito o acesso aos dados bancários de quaisquer políticos e servidores. "Bastaria o interessado ir ao banco e pedir o extrato com a movimentação do funcionário ou do político", afirmou.

Apesar de defender a divulgação dos dados bancários e fiscais, o senador disse que não tomaria essa iniciativa caso a proposta fosse rejeitada no Congresso. "Não faria isso porque não quero parecer melhor do que ninguém. Talvez se encontrasse um grupo disposto a isso, quem sabe", ponderou.

Para o secretário-geral da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSP), Sebastião Soares, a medida fere o princípio da individualidade previsto na Constituição. "Não é um princípio republicano expor dessa forma a vida das pessoas. Essa transparência abre precedente perigoso para uso político das informações e também podem servir para perseguição", afirmou Soares, que se diz favorável a quebra de sigilo mediante autorização judicial.

Para o senador Pedro Simon, o princípio evocado por Soares não deve se sobrepor ao da proteção do patrimônio público. "O direito ao sigilo bancário é uma das expressões do direito à privacidade, direito individual que se aplica, em princípio, a todos. Por outra parte, tem o Estado o direito de proteger o seu patrimônio, por exemplo, de toda sorte de corrupção, em benefício da sociedade", afirma em trecho do relatório.

Simon diz que o sigilo fiscal pode ser quebrado sem violar a privacidade do cidadão. "O sigilo fiscal refere-se à proteção dos dados econômico-fiscais dos contribuintes, o que não se confunde com as informações referentes à vida íntima, ou seja, dados sensíveis."

Bagunça

Para o vice-líder do Bloco de Apoio ao Governo no Senado Renato Casagrande (PSB-ES), a liberação dos dados bancários e fiscais dos agentes políticos e de servidores deve se restringir às entidades competentes. "A principio não tenho nada contra a proposta, mas acho mais adequado que as instituições como o Ministério Público e a polícia tivessem esse tipo de informação. Essa questão também não pode virar uma bagunça", afirmou à reportagem.

O líder do DEM na Casa, José Agripino (RN), considera um desrespeito a mudança das regras. "Não conhecia essa matéria. Acho um desrespeito. Os direitos dos cidadãos também devem se mantidos para os parlamentares", ressaltou.

Proposta eleitoreira

Para o cientista político Rodolfo Teixeira, a proposta pega carona no período eleitoral para ganhar popularidade. "Nesse período, existe certo entusiasmo de alguns parlamentares para tentarem aprovar algumas leis. Imagina um professor de nível federal ter o sigilo quebrado? Isso é bastante complicado", ressaltou.

Segundo ele, caso a proposta seja aprovada no Congresso, dificilmente ela "passaria" pelo Supremo Tribunal Federal (STF). "Duvido que o Supremo aprove uma visão tão radical. Acredito que tem outros canais. Temos o sistema de poderes justamente para um poder fiscalizar o outro", disse.

Apesar de contrário à proposta, Teixeira defende o aumento do poder de fiscalização da Receita Federal como forma de controle fiscal e bancário de possíveis ilegalidades.

Caso seja aprovada na CCJ, a proposta segue para o plenário do Senado, onde precisará ser aprovada por 49 votos, em dois turnos, para ser encaminhada para a Câmara.

Congresso em foco
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SITE: DO SENADOR CRISTOVAM BUARQUE

PT e PSDB contra a quebra de sigilos - 30/8/2008

01-Set-2008

Algo de "estranho" acontece ao projeto do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) que extingue sigilos bancário e fiscal de políticos no exercício do mandato. PT e tucanos como Tasso Jereissati (CE) se uniram contra a proposta, e Aloizio Mercadante (PT-SP) pediu "vista", emperrando sua tramitação.
Já o relator Pedro Simon (PMDB-RS), que parece favorável à idéia, quebrou o braço, foi operado e vai demorar a fazer seu parecer.

Ele de novo
Quando parecia que o projeto de quebra de sigilos ia andar, Eduardo Suplicy (PT-SP) pediu para discuti-lo e se demorou até acabar a sessão.

Fonte: Coluna do Cláudio Humberto de sábado, 30 de agosto.

Comentários Busca

Fernando Claro - Quebra de sigilos bancário e fiscal |Registered |2008-09-02

01:56:07

Vitória, do Espírito Santo, dois de setembro de 2008

Estimado Cristovam,
Tudo
bem?

O Senador é bom na quebra-de-braços.

Torço pela recuperação do Decano, Pedro Simon.

Quero ver quem não dará o braço a torcer!

Vai que é tua Senador!

Saudações com mãos limpas!

Fernando Claro, O CLARO

PARABÉNS,FOLHA VITÓRIA : DIA DE FAZER A DIFERENÇA.

FONTE: FOLHA VITÓRIA

31/08/2008 às 11h11 - Atualizado em 01/09/2008 às 12h47

Dia de Fazer a Diferença: Sete toneladas recolhidas para instituições do ES

Folha Vitória

Foto: Bruno Coelho

Sete toneladas. Esta foi a quantidade de alimentos recolhidos pela gincana filantrópica do Dia de Fazer a Diferença, promovida pelo Grupo Buaiz e Rede Vitória. Na manhã deste domingo, no Shopping Vitória, foram revelados a quantidade e a equipe campeã da gincana. Após o café da manhã em comemoração ao sucesso da campanha, cinco contêineres saíram em direção às 15 instituições beneficiadas.

Neste domingo, comemora-se em todo o Brasil o Dia de Fazer a Diferença, uma data onde todos são convidados a fazer a diferença social. E o Grupo Buaiz e a Rede Vitória não poderiam ficar de fora. Uma gincana dividiu os funcionários do grupo empresarial em 20 equipes que disputaram quem recolheria o maior número de doações para instituições do Estado.

Para a diretora administrativa e financeira do Grupo Buaiz, Eduarda Buaiz, a arrecadação surpreendeu. Ao discursar no café da manhã especial para o dia, ela falou da importância da data e elogiou as equipes participantes. “O empenho valeu a pena”, concluiu.

Segundo o diretor geral da Rede Vitória, Fernando Machado, o programa é um sucesso. Ele falou em discurso que sobre o dia especial que há três anos a Rede Record e a Rede Vitória divulgam em todo o Brasil. Após os discursos, foram apresentadas as posições de cada equipe no ranking da gincana. A equipe L foi a campeã do dia. O segundo e o terceiro lugar ficaram com as equipes I e J. Após o café, cinco contêineres saíram para a distribuição das doações.

Pensa que acabou? Nada. A Rede Vitória também programou duas ações sociais em bairros da Grande Vitória. Em parceria com a associação de moradores de Flexal, a rede de comunicação vai promover um dia de atividades e prestação de serviços no bairro de Cariacica. Já em Vila velha, a ação acontece no bairro Vale Encantado, em parceria com o Movimento Familiar Cristão.

O ‘Dia de Fazer a Diferença Brasil’ existe desde 1999. Neste dia, todos os brasileiros são convidados a fazer algo diferente em prol de uma causa social. E vale tudo, qualquer coisa, a mínima que seja! Um vizinho que precisa de ajuda, um asilo que precisa de medicamentos, um hospital que precisa de alegria...

Criado em 1990, o ‘Dia de Fazer a Diferença’, surgiu nos EUA. Uma jornalista resolveu utilizar o veículo que utilizava para convocar voluntários. Milhares de americanos se mobilizaram e fizeram a diferença. Agora é com você! Dia 31 de Agosto é o dia oficial de fazer diferença no Brasil. Use a criatividade e abuse do direito. "

O CLARO, ROGA: Todo dia é dia de fazer a diferença!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

PHA,O HENRIQUINO,ALOPROU e TAMBÉM é GOLPISTA?OCLARO ADVERTE: LULA, TE CUIDA!

FONTE: CONVERSA AFIADA DE PAULO HENRIQUE AMORIM

10/07/2008 11:17
POR QUE SÓ O TRALLI VAI DEPOR ?

Paulo Henrique Amorim

Máximas e Mínimas 1261

Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista


. Na investigação sobre o "vazamento", que tem o propósito de dinamitar o delegado Protógenes Queiroz, da Policia Federal (ex-Republicana), o único a depor, segundo o site Vermelho (clique aqui para ler), será o jornalista Cesar Tralli, da Rede Globo.

. Tralli foi o único que filmou a prisão de Dantas, Nahas e Pitta.

. Duvido muito que Tralli revele a fonte.

. Mas, uma pergunta que não quer calar: por que só o Tralli vai depor ?

. Por que não convocar a repórter Andrea Michael, da Folha (da Tarde *), que publicou uma reportagem em que, com antecedência, avisou a Dantas que ele estava para ser preso.

. Foi essa reportagem de Michael que motivou os vários pedidos de HC de Dantas.

. Quando chegou no Supremo - onde Dantas, segundo o jn, tem "facilidades" - o Supremo Presidente Gilmar Dantas ((* Mendes *)OBS.: de O CLARO) mais do que depressa mandou Dantas, coitadinho !, para casa.

. Por que não chamar a Andrea, Ministro Genro ?

. Ou o senhor já sabe o que a investigação vai descobrir ?

. "Vazamento" por "vazamento", o que é mais grave: vazar a informação de que um quadrilheiro vai ser preso, ou vazar a imagem de uma prisão que já ocorreu ?


(*) Já estava na hora de a Folha tirar os cães de guarda do armário e confessar, como fez a Folha, que foi “Cão de Guarda” do regime militar. Instigado pelo Azenha – clique aqui para ir ao Viomundo – acabei de ler o excelente livro “Cães de Guarda – jornalistas e censores do AI-5 à Constituição de 1989”, de Beatriz Kushnir, Boitempo Editorial, que trata das relações especiais da Folha (e a Folha da Tarde) com a repressão dos anos militares. Octavio Frias Filho, publisher da Folha (da Tarde), não quis dar entrevista a Kushnir.


Leia o que o Conversa Afiada já publicou sobre a prisão de Dantas:

Uma batalha na guerra para desmoralizar a Satiagraha

"BrOi": Dantas usa Greenhalgh para convencer Rousseff

Queiroz dá drible da vaca em Mendes

Dantas soube antes que ia ser preso

Quero os 89 nomes que estão no disco rígido de Dantas

Lula, Genro e Corrêa: não toquem em Queiroz

Dantas tinha medo da Polícia Federal: não tem mais

Gilmar Mendes instala o Golpe de Estado

Cuidado, presidente Mendes, a Globo jogou Dantas às feras - II

Mendes está a um grau de separação de Dantas

Presidente Mendes, o Medina está de olho

Mendes já disse que Cacciola pode ter HC

Dantas: presidente Mendes dá golpe de Estado

Presidente Mendes: MPF responde duro; Tarso, não

Os interesses de Gilmar Mendes se conflitam

Gilmar Mendes, Ministro sem recato

Gilmar Mendes é candidato a Presidente

Gilmar Mendes já se comporta como um Tartufo

Gilmar Mendes e os Marinho: em família

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MÉDICOS e EQUIPE: HERÓIS DO HOSPITAL SÃO LUCAS X VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO

FONTE: FOLHA VITÓRIA
26/08/2008 às 19h57

Aumenta número de cirurgias de alta complexidade realizadas no Hospital São Lucas

Folha Vitória
Foto: Reprodução TV Vitória

A cirurgia ortopédica é a mais demandada: foram 1.010 intervenções

De janeiro a julho deste ano, foi registrado um aumento de 14% no número de cirurgias de alta complexidade realizadas no Hospital São Lucas (HSL), em Vitória, em comparação com o mesmo período do ano passado. Ao todo, foram 2.062 procedimentos, sendo 298 a mais do que nos primeiros sete meses de 2007.
A cirurgia ortopédica é a mais demandada: de janeiro a julho foram realizadas 1.010 intervenções, quase a metade do total de cirurgias realizadas neste ano no Hospital. Este número, comparado com o do ano passado, teve um aumento de 18%.
A cirurgia de alta complexidade que sofreu o maior crescimento no período descrito foi a de buco-maxilo-facial. Nesta especialidade, foram feitos 84 procedimentos em 2008, 26 a mais do que em 2007, o que representa um aumento de 44%.
Para o diretor-geral do HSL, Danilo Rosestolato, o aumento no número de cirurgias de alta complexidade é um reflexo da crescente demanda por procedimentos. "Existe uma procura grande, devido à quantidade de ocorrências registradas, como acidentes, quedas e agressões", explica.
Rosestolato explica, também, que cerca de 80% das cirurgias ortopédicas são demandadas por conta da violência no trânsito. Já os demais procedimentos seriam realizados em decorrência de quedas, agressões e outros acidentes. "Já as cirurgias da área de buco-maxilo-facial são realizadas, em sua maioria, em pessoas que sofreram agressões no rosto, como vítimas de espancamento".""

SENADOR CASAGRANDE HOMENAGEIA CORAGEM DE SANDRA ROSADO PSB-RN

FONTE: SITE DO SENADOR RENATO CASAGRANDE
20/05/2008
A CONQUISTA DA CORAGEM
“Não queremos mais ser coadjuvantes”

Escolhida por suas 45 colegas parlamentares, a deputada socialista Sandra Rosado é a nova coordenadora da Bancada Feminina na Câmara. Sandra conversou com o PSB40 Informa durante o lançamento da programação da Semana da Mulher. Ela convoca as
mulheres brasileiras a saírem da sombra.

Deputada, qual é a sua análise sobre a participação histórica da mulher nos movimentos de esquerda?
No contexto histórico, fazendo um resgate da vida política da nação, encontraremos a presença atuante da mulher, que pela sua própria sensibilidade se envolveu nas lutas comunitárias, nas associações de bairro, fomentando um resultado que chegou às conquistas que nós tivemos até hoje. Durante muito tempo tivemos um período em que as mulheres eram ainda mais excluídas: tivemos um período de ditadura em que as pessoas tinham pouca participação e as mulheres foram avançando. Encontramos mulheres que participaram de lutas passadas que avançaram e hoje ocupam espaços de destaque no poder e que servem como espelho para a nova geração.

Na Europa temos as socialistas Ângela Merkel, primeira ministra alemã, e Ségolène Royal, que disputou até o final as eleições presidenciais francesas no ano passado. Na América Latina temos outra socialista, Michelle Bachelet, presidente do Chile e Cristina Kirchner, que venceu com tranqüilidade as eleições argentinas. Existe um modelo que o Brasil deva seguir?
No nosso país, acredito que ainda vamos demorar um pouco para alcançar este patamar, embora tenhamos mulheres de grande valor. Precisamos, além da disputa, que ocorra um grande movimento e que as pessoas acreditem no potencial das mulheres, que os partidos políticos trabalhem na sua base a participação da mulher. Nós temos mulheres que ocupam lugares de destaque, como a ministra Dilma Roussef, como a nossa brava companheira Luiza Erundina, que saiu do nordeste e foi prefeita de São Paulo, temos muitas mulheres que têm capacidade e competência para chegar à presidência da república.

O tema que vai pautar os trabalhos da bancada feminina na Câmara dos Deputados este ano é “As mulheres nos espaços de poder”. É hora de querer mais?
A participação da mulher na política se dá naturalmente, mas, na maioria dos casos, nos espaços distantes do poder, infelizmente. Precisamos avançar nisso. Não podemos ficar apenas como coadjuvantes dessa luta, na base dos partidos, nos movimentos de esquerda, nas comunidades, na área rural e em locais mais distantes. Precisamos que estas mulheres entendam que devem participar cada vez mais dos espaços de poder municipal, estadual e federal.
Sem dúvida, é através dessa construção que conquistaremos espaços que ainda estão distantes. As mulheres brasileiras ainda precisam lutar pelo básico: trabalho, remuneração idêntica à dos homens, direito de cuidar de seus filhos, saúde. Essas conquistas ainda estão na ordem do dia. Mas chegou a hora de voar mais alto, de participar das grandes decisões sobre o futuro do país.

O que falta para que isso ocorra?
Faltam muitas coisas. Uma das mais importantes é o financiamento das candidaturas, das campanhas eleitorais. Sabemos que os partidos políticos – todos – costumam destinar mais recursos para financiar candidaturas masculinas. E a mulher candidata, que tem um histórico recente na participação das campanhas eleitorais, precisa de um grande apoio, de mais recursos econômicos para se fazer conhecer.
Se você analisar um pouco o papel que cabe às mulheres nos partidos Políticos, verá que à elas cabe tarefas muitas vezes desgastantes,como Movimentos sociais e reivindicatórios. Obviamente, este lugar nos honra, mas temos a necessidade de crescer na participação, na disputa política. E quando falo dos espaços de poder, não me refiro somente à participação no âmbito federal, do Congresso Nacional, ministérios ou grandes autarquias. Refiro-me também aos espaços municipais, estaduais, que estão mais próximos da população. Então, aproveito para ressaltar o grande trabalho das vereadoras e deputadas estaduais e incentivar as mulheres a participarem de eleições para ocupar este espaço.

E na questão da violência contra a mulher? Quais são as medidas que a Sra. acredita que devam ser tomadas para reduzir os índices registrados nos últimos anos?
A meu ver, o primeiro de tudo é conseguir um amparo jurídico à estas mulheres maltratadas. Para se ter uma idéia, a Lei Maria da Penha, que aumenta a punição em caso de violência contra a mulher, estabelece que as vítimas tenham o suporte de juizados especiais.
No Brasil, em apenas 17 estados foram instalados juizados especializados para recolher as denúncias e amparar essas mulheres.

O perfi l das vítimas é realmente o de mulheres de classe baixa, como se costuma pensar?
Não. Os dados nos mostram que existem muitas mulheres das classes média e alta que são maltratadas. Muitas vezes não é o maltrato físico, que deixa marcas no corpo, mas sim o maltrato psicológico, que deixa marcas na alma. Então, essa idéia de que somente as mulheres da classe baixa, sem instrução, que vêm de famílias desestruturadas são vítimas de violência e maltrato é um mito.

Percebemos que na ditadura da beleza, imposta pelos meios de comunicação e alimentada pelas grandes empresas de cosméticos, as mulheres são as mais cobradas, as mais afetadas. Qual a sua opinião sobre isso?
Na minha opinião, todos nós que convivemos em sociedade devemos estar apresentáveis. Até porque é uma deferência com o próximo, com as pessoas que convivem conosco. Mas esse cuidado não deve nunca ultrapassar os limites do bom senso. A ditadura da beleza não deve influenciar a capacidade das pessoas, seja mulher ou homem. Essa deturpação do “estar bem” é inaceitável. O ser humano deve perseguir obstinadamente o seu bem-estar, sua felicidade, e isso não tem nada a ver com essa obsessão com a aparência física.

Jornal do PSB – Por: Simone Garcia


A conquista da coragem

Sandra Rosado*

Atravessamos um momento de perplexidade. Os casos de abuso sexual e violência doméstica contra a mulher estouram por todo o país. Não há sombra, nem sequer penumbra de dúvidas de que não se trata do retrato de uma nova realidade. Pelo contrário, uma realidade há séculos oprimida pela nossa cultura patriarcal está sendo descortinada. Nós, mulheres, estamos conquistando a maior de todas as virtudes na luta contra o preconceito: a coragem.

Nas últimas semanas, as bárbaries da violência sexual e doméstica contra a mulher tomaram conta de toda a imprensa. O abominável ser de Luziânia no Estado de Goiás, que, numa verborragia de atrocidades, raptou, ameaçou, acorrentou, espancou, estuprou e matou, é o emblema de uma monstruosidade. O treinador que teria abusado da nadadora Joanna Maranhão é a patética representação de um doente confi ante nesta cultura de covardia e de impunidade.

Os inúmeros casos de violência doméstica que, ainda timidamente, surgem e ecoam em todos os lugares do país, traduzem a coragem feminina de colocar um ponto final na resignação e na submissão paciente.

Um passo crucial para esta conquista foi, inquestionavelmente, o advento da Lei Maria da Penha. Com a fundamental colaboração da Secretaria Especial de Política para Mulheres, o desafio agora é aparelhar os estados com a estrutura necessária para efetiva aplicação da lei, mudando definitivamente a realidade social. A Bancada Feminina, embora com uma representação reduzida (menos de um décimo do Congresso), tem demonstrado uma atuação aguerrida e incessante na luta pelos direitos essencialmente relativos às mulheres.

Somos 46 (quarenta e seis) deputadas e 10 (dez) senadoras, em um universo de 594 (quinhentos e noventa e quatro) parlamentares. Esse ‘fosso’ na representatividade, entretanto, não nos desestimula. Pelo contrário, nos alimenta com uma implacável determinação. Como legisladoras e representantes populares, somos, por obrigação, guardiãs deste movimento que começa a brotar.

Temos como desafio convencer essas mulheres vítimas das mais variadas espécies de violência, que vale a pena ter coragem, que o dia seguinte à denúncia é o alvorescer de uma nova vida e não o começo de um inferno ainda pior. Deve ser imperativo do Estado garantir e deixar claro que esta cultura opressora tem um inimigo maior, que proporcionará abrigo e proteção àquelas que decidiram não se calar. E, para que fique bem claro, não se trata de comiseração estatal. Além da reparação de uma dívida histórica às mulheres, estaremos premiando e incentivando a intrepidez e a bravura.

Todas nós sabemos que não será fácil. Afinal de contas, romper com traços culturais tão irracionalmente arraigados na nossa sociedade, sempre é um processo embaraçado e repleto de resistências.

Quero e posso acreditar, todavia, que estamos vivenciando o nascimento de um movimento determinante para nós mulheres. Estamos bem próximas de uma conquista que é o embrião de todas as outras. A virtude que dará o suporte necessário para acelerar decididamente nossos avanços. Uma conquista que fulmina com o medo de romper com esta cultura covarde e nociva à igualdade entre os sexos. A conquista da coragem.

* Deputada Federal (PSB-RN) Coordenadora da Bancada Feminina na Câmara dos Deputados



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Nome: Fernando Claro
E-mail: fernandoclaro.dias@gmail.com
Data: 3/6/2008 13:40:25


Vitória, 03 de junho de 2008. EStimada Deputada Sandra Rosado, Tudo bem? Você não é apenas mais uma que vem aumentar o número de mulheres na vida pública do país e do mundo. Seu histórico mostra-nos, que veio para fazer a diferença, junto com nossa Janete Capiberibe, para quem tenho profunda admiração e respeito, também. Seja bem vinda neste espaço e traga mais mulheres capacitadas para oxigenar e elevar o debate sobre as questões que mais afligem o Povo Brasileiro. Ninguém, mulher ou homem, nasceu vocacionado ou marcado para ser coadjuvante. Seja freqüente neste "SITE" e deixe-nos seu endereço eletrônico e/ou sua página na Internet. Saudações fraternais, com socialismo e liberdade, Fernando Claro PSB VITÓRIA ES

LIBERDADE DE EXPRESSÃO, SEMPRE ! - RUI BARBOSA

RUI BARBOSA E A LIVRE LIBERDADE DE EXPRESSÃO

"A imprensa é a vista da Nação. Por ela é que a Nação acompanha o que lhe passa ao perto e ao longe, enxerga o que lhe malfazem, devassa o que lhe ocultam e tramam, colhe o que lhe sonegam, ou roubam, percebe onde lhe alvejam, ou nodoam, mede o que lhe cerceiam, ou destroem, vela pelo que lhe interessa, e se acautela do que a ameaça.
Sem vista mal se vive. Vida sem vista é vida no escuro, vida na soledade, vida no medo, morte em vida: o receio de tudo; dependência de todos; rumo à mercê do acaso; a cada passo acidentes, perigos, despenhadeiros. Tal a condição do país, onde a publicidade se avariou, e, em vez de ser os olhos, por onde se lhe exerce a visão, ou o cristal, que lha clareia, é a obscuridade, onde perde, a ruim lente, que lhe turva, ou a droga maligna, que lha perverte, obstando-lhe a notícia da realidade, ou não lha deixando senão adulterada, invertida, enganosa". "

SEM RUPTURAS:SUCESSÃO DE COSER,AGORA e PH,EM 2010. FONTE: FOLHA VITÓRIA

FONTE: FOLHA VITÓRIA DE 01 DE SETEMBRO DE 2008
28/08/2008 às 15h16

Malefícios e benefícios de uma oposição ao sucessor de Hartung

Foto: Reprodução

Seria esta uma porta aberta para o retorno do passado de desmandos?
Outubro de 2010. Não há consenso no grupo de aliados de Hartung para um sucessor. A ruptura é inevitável. Diante de um quadro como esse, haveria alguma ameaça para o futuro político do Espírito Santo? Seria esta uma porta aberta para o retorno do passado de desmandos ainda tão vivo na mente dos capixabas? Ou o nascimento de uma oposição vigorosa fortaleceria o processo democrático no Estado?

Qualquer cenário político traçado com tamanha antecedência coloca em foco possibilidades, permite um diagnóstico, mas nunca certeza do que será realidade nas urnas daqui a dois anos. Baseado nisso e em fatores políticos e econômicos do mundo atual, o professor capixaba Aloísio Krohling, Pós-Doutor em Filosofia Política pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), traçou dois cenários de como poderia ocorrer a sucessão do governador Paulo Hartung em 2010.

Foto: Divulgação

Coser surgiria como candidato ao governo com uma ascensão de Dilma
No primeiro dele, o vice-governador Ricardo Ferraço (sem partido) ou o senador Renato Casagrande (PSB) seriam lançados na corrida pelo Palácio Anchieta por Hartung. A oposição lançaria o prefeito de Vila Velha, Max Filho (PDT), com apoio de poucos cacifes da política estadual. No segundo cenário, além de Ferraço e Casagrande; e Max, João Coser (PT) surgiria como candidato ao governo com uma ascensão de Dilma Rousseff como candidata do presidente Lula ao Palácio do Planalto.

Em nenhum dos cenários, portanto, é possível vislumbrar uma "oposição vigorosa" aos candidatos possivelmente apoiados por Hartung. "Eu acredito que Sérgio Vidigal fique fora dessa disputa porque, para a opinião pública, ele se diminuiu. Deixou o projeto estadual e nacional de lado se voltando para um muito específico", opina Krohling.

Foto: Reprodução

Até mesmo a batalha verbal pode não mais ser um problema em 2010
Até mesmo a batalha verbal entre Ferraço e o deputado estadual Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSBD) pode não mais ser um problema em 2010. "É inviável um candidato tucano sem o apoio de Hartung e o momento de Luiz Paulo se perdeu. Se quisesse retomar a força que tinha no Estado teria que voltar por Vitória", avalia.

Também há Coser que, mesmo se lançando candidato contra Ferraço, não conseguiria se posicionar como oposição, mesmo se quisesse. "O que vejo, então, não é uma ruptura do grupo de Hartung, ao ponto de se criarem dois grupos distintos. É, no máximo, uma acomodação. O PSDB vai continuar com ele e o máximo que pode ocorrer é o PT lançar uma candidatura paralela", conclui o Pós-Doutor em Filosofia Política.

E isso não seria capaz de abrir espaço para o grupo político que "desgovernou" o Espírito Santo em um passado recente. Mesmo considerando a rede de candidatos a vereadores e prefeitos ligados a esse histórico de retrocesso do Estado. "O populismo certamente e felizmente não terá mais vez", acredita o especialista.

Foto: Divulgação/ Governo do Estado

Hartung acha que o crime organizado não está extinto no Espírito Santo
Não é a mesma opinião compartilhada pelo governador Paulo Hartung. Em entrevista concedida ao jornal Folha Vitória no início deste ano, o governador foi taxativo: o crime organizado não está extinto no Espírito Santo, está adormecido. "Se enganam essas viúvas do passado de corrupção do Estado que esperam terminar o meu mandato para colocar as 'manguinhas' de fora. Em certo momento da história do Espírito Santo não tínhamos nomes de políticos corretos para enumerar, agora temos muitos. Isso é muito bom", afirmou Hartung, já antecipando a discussão que seguirá.

Para o senador Renato Casagrande, o passado político do Espírito Santo é responsável por grande parte das mazelas enfrentadas atualmente pela população. "Estamos atrasados por um passivo de muitos anos que o Governo Federal não fazia investimentos no Espírito Santo. O Estado ficou, por muito tempo, engessado, paralisado. Vivia uma situação política instável, de falta de confiança", afirmou."

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