quarta-feira, 25 de agosto de 2010

DEVEMOS REAGIR CONTRA A PUNIÇÃO DO PENSAMENTO. O CLARO: O CASO BORIS CASOY X LUNGARETTI

CASO LUNGARETTI

DEVEMOS REAGIR CONTRA A PUNIÇÃO DO PENSAMENTO

Carlos Lungarzo (*)


O fato que motiva a exacerbação da extrema direita contra o comunicador, escritor e blogueiro Celso Lungaretti, deflagrada pela tentativa de censura lançada por um representante da grande mídia e de seus aliados no meio jurídico, é de extrema gravidade. O contexto deste caso pode ser visto aqui.

Em muitos assuntos humanitários, às vezes as pessoas se furtam de agir, mesmo que possuam boa vontade, fazendo um balanço entre os danos e os benefícios. Todos conhecemos os versos do célebre poema de Brecht, mas neste caso ele são ainda mais aplicáveis que em outras situações.

Com efeito, talvez seja verdade que não seremos perseguidos por nossa raça, religião ou nacionalidade. Talvez possamos pensar que não estamos entre as que hoje são comunidades castigadas. Mas, todos nós opinamos, todos nós escrevemos. Se for castigada a opinião, sem dúvida estaremos entre as vítimas.

Na rede há dúzias de milhões de blogs, e talvez haja vários milhares de blogus brasileiros. Há blogs de todos os níveis e perfis, mas a maioria deles são blogs progressistas, que transmitem mensagens pela democracia, contra o autoritarismo, contra o fascismo. Isso se entende facilmente: como dizia o grande marxista Hilferding, “as elites podem comprar tudo, menos a inteligência e a sensibilidade; e raramente conseguem comprar os que as possuem, pois eles não se vendem”.

Então, todos nós somos alvos vulneráveis, todos nós somos Celsos Lungarettis, mesmo se divergirmos de sua ideologia, de seus procedimentos, de suas opções políticas específicas. Todos os que estamos contra a barbárie classista e racista, contra o genocídio social, contra a empáfia grosseira dos “coronéis” da mídia, contra a permanente faxina demográfica que se pratica no Brasil (seja com armas da polícia, com armas dos jagunços, com armas jurídicas, ou com armas verbais dos ideólogos), corremos perigo.

Está ainda sobre a mesa uma proposta de uma obscura figura do senado, que propõe uma censura na Internet tão completa que estimulará islâmicos e chineses a pedir bolsas brasileiras para se especializar em repressão (e talvez obter mestrado e doutorado). É o mesmo que foi indiciado, porém não julgado (e, sem dúvida, não punido) por corrupção, o mesmo que propôs a supressão do direito de asilo, o substituindo por uma proteção fajuta que seria decidida pelo senado (uma iniciativa tão descabida que nem os maiores capangas da oposição a levaram em conta).

Mas, já houve amostras mais concretas do perigo que corremos:

  1. Há alguns anos, um juiz decidiu punir ao prestigioso escritor Ricardo Morais, porque em seu livro A Toca dos Leões, denunciava um senhor feudal do Centro Oeste brasileiro que propunha a esterilização das mulheres nordestinas. Em vez de investigar a denuncia, a “justiça” puniu o denunciante.
  2. Em 2006, o professor Emir Sader denunciou como racista um senador que tinha manifestado sonoramente sua abominação “por aquela raça do PT”, sugerindo também que o país deveria “livrar-se dela”. Um juiz, que foi criticado até por outros magistrados, produziu uma sentença truculenta: um ano de prisão e demissão definitiva de seu posto de professor, porque “corrompia” a juventude.

Os que somos originários de culturas e países onde prima a barbárie, temos grave dificuldade para reconhecer a dor de sermos dominados por um sistema jurídico iníquo, venal, subserviente, e alheio a qualquer forma de racionalidade e humanidade.

Mas, temos de reconhecer que, se continuamos nos submetendo ao arbítrio dos que se atribuem o monopólio de justiça, da fé e das ideologias, seremos um povo perdido, e não poderemos ajudar aos que mais nos precisam.

Temos alguns motivos recentes para sentir alguma esperança. Embora continuem controlando a mídia, a economia, as armas e o dinheiro, os setores mais bárbaros do país estão sofrendo a crescente repulsa da expressão popular.

Propostas de ação

Proponho a defensores da imprensa e da internet livre, ativistas dos Direitos Humanos, membros de ONGs humanitárias internacionais, políticos e magistrados progressistas, DENUNCIAR aos organismos internacionais, e às numerosas organizações não governamentais que defendem o direito de opinião e pensamento, a seguinte situação:

  1. o contexto pormenorizado dos fatos.
  2. a existência de legislação brasileira e internacional contra o preconceito, e o desprezo pelas aplicações destas leis em nosso país.
  3. as medidas que uma grande parte do Judiciário está adotando para estrangular a liberdade de expressão no Brasil.
  4. pedir a organismos internacionais a aplicação de formas possíveis de boicote, contra magistrados que estão ao serviço da censura. [Por exemplo, excluí-los de organizações internacionais de magistrados, boicotar suas publicações, se as tiverem, separá-los de associações às que pertençam, denunciar a seus comunidades para eventuais boicotes no caso de visita, etc.]

Estas medidas têm sido aplicadas com relativo sucesso nos meios científicos e podem funcionar em muitos outros.

Por último, fazer conhecer este caso de retaliação judicial contra o direito de denúncia, junto com os outros que se conhecem, à COMISSÃO INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS, e aos organismos das NAÇÕES UNIDAS EM DEFESA DE LIBERDADE DE EXPRESSÃO.

Deve-se lembrar que a Lei 7716 proíbe a discriminação por raça, cor, etnia, religião e nacionalidade. Além disso, o artigo 20, §2, aumenta a pena quando se trata de discriminação o preconceito difundido pela mídia, como foram, as manifestações do elemento em apreço contra os varredores municipais. Finalmente, é necessário ter em conta que a maior parte da legislação internacional considera discriminação ou preconceito por nível econômico, extração social e tipo de atividade como equivalente a racismo.

Tendo em conta que a legislação sobre Direitos Humanos do Direito Humanitário Internacional é equivalente a preceitos Constitucionais, o escárnio público de pessoas em função de ter um trabalho humilde ou não qualificado, equivale a preconceito racial, nacional, religioso, ou étnico.

Portanto, devemos exigir a imediata suspeição do juiz do caso Lungaretti, e a aplicação da Lei 7716 contra o apresentador.

Por sinal, isto nos faz refletir como somos totalmente inconscientes de nossos direitos. Aquele acúmulo de obscenidades contra os varredores municipais produziu uma enorme onda de indignação, mas nenhum de nós tomou uma medida concreta, como a de denunciar seu autor por discriminação e preconceito contra condição social.

Meu e-mail mais ativo é: carlos.lungarzo@gmail.com

Estou convocando aos amigos a unir forças e ofereço a ajuda de meus colegas de organização. Sugiro que esta manifestação (que pode ser livremente copiada, e melhorada pelos leitores), seja retransmitida dentro das redes sociais a todos os contatos. Por minha vez, me comprometo a enviar cópias da mesma em inglês e espanhol a organismos internacionais. Agradecerei a quem puder traduzir em outras línguas.

* Carlos Lungarzo é membro da Anistia Internacional

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Energia: Senador quer ressarcimento para consumidor que pagou a mais. O CLARO: PSB cada vez mais atuante na vida nacional na defesa da população

Direto da Fonte do Site do Senador Renato Casagrande - PSB-ES

http://www.renatocasagrande.com.br/noticia.asp?codNoticia=641


03/11/2009

Energia: Senador quer ressarcimento para consumidor que pagou a mais

A Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) aprovou nesta terça-feira (3) requerimento do senador Renato Casagrande (PSB/ES), propondo audiência pública para discutir o ressarcimento de valores cobrados a maior pela Agência Nacional de Energia Elétrica. Segundo matérias veiculadas na imprensa, a Aneel teria reconhecido que nos últimos sete anos o consumidor pagou além do que devia, mas a forma de devolução dos valores ainda não estaria definida. Conforme órgãos de defesa do consumidor, desde 2002 a Aneel cobrou erroneamente R$7 bilhões.

Casagrande quer esclarecimentos sobre a forma de devolução do que o consumidor pagou indevidamente , como também o detalhamento dos cálculos das tarifas de energia elétrica. O senador explica que ao longo dos últimos dez anos a tarifa de energia elétrica subiu acima da inflação e os aumentos foram diferenciados no país, com altas mais elevadas nas regiões menos desenvolvidas. “As diferenças sócio-econômicas regionais não são observadas nesse novo modelo tarifário, prevalecendo a estrutura de custo de cada empresa, sob o argumento de estímulo à eficiência, mas não nos parece razoável um consumidor da Bahia pagar 50% a mais em sua tarifa em comparação com o consumidor paulistano”, explicou.

Serão convidados para a reunião em data ser agendada o diretor-presidente da Aneel, Nelson Hubner, e representantes do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Tribunal de Contas da União e do Ministério Público Federal. Também será convidado o vereador capixaba Augusto Lorenzoni, que tem considerações a apresentar sobre erros na metodologia de cobrança da Aneel.

STJ reduz indenização a ser paga pela Globo em condenação por dano moral

Direto da Fonte do COMUNIQUESE.COM.BR

http://www.comunique-se.com.br/index.asp?p=Conteudo/NewsShow.asp&p2=idnot%3D54074%26Editoria%3D8%26Op2%3D1%26Op3%3D0%26pid%3D139963529689%26fnt%3Dfntnl


STJ reduz indenização a ser paga pela Globo em condenação por dano moral

Da Redação

O Superior Tribunal de Justiça reduziu para R$ 50 mil o valor da indenização que a TV Globo terá que pagar para a procuradora Leoni Alves Veras da Silva. Em instâncias inferiores, a emissora foi condenada ao pagamento de R$ 372 mil.

O processo foi motivado pela veiculação de reportagens em março de 2000, que insinuavam o envolvimento de Leoni em irregularidades no pagamento de indenizações por desapropriações pelo antigo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER). As matérias traziam imagens da procuradora, o que poderia induzir os telespectadores a pensarem que ela estava envolvida no caso.

Em primeira instância, a Justiça reconheceu o dano moral e condenou a emissora ao pagamento de R$ 372 mil em indenização. A TV Globo apelou ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso, alegando que, na época, havia fortes indícios de irregularidades no DNER, tanto que o Ministério Público Federal tinha iniciado uma ação de improbidade administrativa incluindo a procuradora.

O TJ manteve a decisão de primeiro grau, entendendo que houve o dano moral pelo sensacionalismo da matéria. Com isso, a emissora recorreu ao STJ questionando o valor da indenização.

Para o ministro Sidnei Beneti, o valor estava muito acima dos patamares normalmente fixados pelo STJ. Por isso, determinou a redução para R$ 50 mil, atualizados monetariamente a contar do julgamento.

“Não é razoável o arbitramento que importe em uma indenização irrisória, de pouco significado para o ofendido, nem uma indenização excessiva, de gravame demasiado ao ofensor”, afirmou em seu voto.

Com informações do site do STJ.

Pesquisa mostra que Lula está certo: imagem do Brasil no exterior é positiva. O CLARO: A grande mídia é partidária e tem inveja do Governo LULA

Direto da Fonte do COMUNIQUESE.COM.BR

http://www.comunique-se.com.br/index.asp?p=Conteudo/NewsShow.asp&p2=idnot%3D54071%26Editoria%3D8%26Op2%3D1%26Op3%3D0%26pid%3D139963529689%26fnt%3Dfntnl


Pesquisa mostra que Lula está certo: imagem do Brasil no exterior é positiva

Da Redação

A favor do que garante o presidente Lula, a imagem do Brasil na imprensa internacional é positiva. Uma pesquisa feita pela Imagem Corporativa sobre o terceiro trimestre deste ano mostra que 85%, das 783 matérias analisadas, retrata positivamente o País. No último mês, Lula chegou a dizer que a imprensa nacional é “azeda” e “joga pra baixo”, enquanto que os veículos estrangeiros retratam positivamente o Brasil.

A pesquisa foi feita em 14 dos principais jornais do mundo, como Washington Post, Le Monde e China Daily. Segundo o estudo, focado nos cadernos de economia e política, fatos como a escolha do Rio de Janeiro como sede da Olimpíada de 2016, acordo militar firmado com a França, exploração de novas reservas de petróleo, foram importantes para a boa imagem do País.

De acordo com a pesquisa, os três jornais que dão mais destaque para o Brasil são: Financial Times (16%), Wall Street Journal (15%) e Clarín (13%).

A maioria das matérias coloca o País como um player internacional (26%) pelo relacionamento do Brasil com órgãos e representantes estrangeiros em reuniões como o G20 e Bric.

Comparado com o segundo trimestre, que teve 81% de avaliação positiva, a imagem do Brasil melhorou. Entretanto, alguns assuntos, como divergências comerciais entre Brasil e Argentina, o papel da ditadura brasileira na queda do presidente chileno Salvador Allende, e a devastação da floresta Amazônica e do cerrado, terem sido retratados como negativos para o País.

A imprensa internacional também destacou o Brasil como um bom lugar para investimentos. Mesmo quando o assunto era a crise em Honduras, o País foi retratado positivamente por 85% das reportagens. Sobre a gripe suína, a imprensa estrangeira não fez muitas citações ao Brasil, mas das que foram feitas, 53% eram positivas. A respeito da vitória da candidatura aos Jogos Olímpicos de 2016, 96% das matérias destacaram o aspecto positivo do fato.

Britto: PEC DOS Precatórios é o maior calote público visto na América Latina. O CLARO: Conflito entre Poderes

Direto da Fonte do Conselho Federal da OAB - Brasília

http://www.oab.org.br/noticia.asp?id=18360


Britto: PEC DOS Precatórios é o maior calote público visto na América Latina

Brasília, 30/10/2009 - O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, qualificou hoje (30) a Proposta de Emenda Constitucional 351/2009, a chamada PEC do Calote dos Precatórios, aprovada por Comissão Especial da Câmara dos Deputados, como "o maior e mais escandaloso calote público jamais visto na história recente da América Latina". Para Britto, ao impor percentuais ínfimos de receita para que Estados e municípios paguem seus débitos sentenciados pela Justiça e o sistema de leilão para que o cidadão entre numa longa fila para receber seus créditos, de forma aviltada, "a PEC do Calote amesquinha a decisão judicial que fixou os valores devidos pela Fazenda Pública e viola escandalosamente a coisa julgada, além do princípio da dignidade humana".

Britto dá um exemplo do que chama de "amesquinhamento e aviltamento" da decisão judicial no caso dos precatórios, que estão previstos na PEC 351 - contra a qual a OAB mobilizará todas as suas forças, anunciou. É o caso, hipotético, de um carro adquirido com muito esforço por um cidadão, o qual é abalroado na rua por um veículo de uma secretaria municipal ou estadual, por exemplo. O cidadão ingressa em juízo requerendo uma indenização para o prejuízo que sofreu com a batida no carro. Em sentença transitada em julgado (contra a qual não cabe mais recurso), a Justiça decide que a parte que causou o acidente (a secretaria pública) deve ao cidadão R$ 20 mil pelos estragos.

"Mas o cidadão não vai receber isso logo, porque seu credito terá que ir a um leilão; e o leilão vai reduzir esse valor que tem a receber e ele ainda poderá ter de enfrentar o calvário de esperar 5 ou 6 anos, até que o percentual de receita líquida do município ou Estado devedor (1,5% ou 2% ao ano, respectivamente) permita que a dívida seja quitada, mesmo em valores aviltados - o que é um absurdo e um calote sem precedentes", concluiu o presidente nacional da OAB, ao repudiar, mais um vez, o texto da PEC do Calote dos Precatórios.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A riqueza é você, por Senador Cristovam Buarque

A riqueza é você

Cristovam Buarque

Na semana passada, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento realizou um encontro no Cairo, capital do Egito, para discutir a importância das Políticas de Transferência de Renda - iniciadas em 1995, em Brasília, com a Bolsa-Escola e transformadas em Bolsa Família em 2004 -, na redução da pobreza no mundo. O encontro contou com a participação de representares do PNUD de 56 países. Durante o encontro, a ex-primeira-ministra da Nova Zelândia, atual administradora do PNUD, Helen Clark, disse uma frase surpreendente: "A África é um continente rico". Surpreendente mas correta, ao afirmar que a riqueza de um povo está na sua população. Para a Sra. Clark, o desafio de abolir a pobreza está na mobilização da população para produzir os bens de que os pobres necessitam. O caminho para essa mobilização está na transferência de renda para que os pobres sejam mobilizados a produzir aquilo de que precisam, criando a partir daí o excedente que caracteriza a riqueza no sentido tradicional.

Essa lógica vem sendo chamada de "pós-keynesianismo produtivo", cujo instrumento mais conhecido é a Bolsa-Escola: a mãe recebe para participar da produção da educação de seus filhos. Quando a pobreza é tratada como falta de renda, o número de pessoas é visto como redutor da renda per capita, e não como indutor de produção. Com sua frase, a Sra. Clark apresentou uma nova visão. Primeiro porque, se estiver produzindo, o pobre vira riqueza; segundo, porque afirmou que pobreza não é uma questão de renda, mas sim de oferta de bens e serviços.

No keynesianismo tradicional dos países ricos, os governos transferem renda para a população desempregada apenas para criar demanda e, com isso, dinamizar a economia, sem necessidade de produzir os bens públicos que atendem a população.

Diferentemente, as Transferências Condicionadas de Renda geram um produto que aumenta a oferta dos bens e serviços de que os pobres necessitam. Transformam mão-de-obra ociosa em ativa, ampliam a oferta e transformam necessidade em demanda.
A Bolsa-Escola garantia renda criando uma Rede de Proteção Social (RPS) e, ao mesmo tempo, colocava as crianças na escola, servindo de Escada de Ascensão Social (EAS).

Esse também é o propósito da Bolsa-Família. O livro "A Segunda Abolição", publicado pela editora Paz e Terra em 1999, que foi distribuído no Cairo em sua versão em Inglês, apresenta outros programas, muitos deles implantados no Distrito Federal entre 1995 e 1998, tais como o emprego de mão-de-obra desempregada para produzir o que melhora as condições de vida da população pobre. Hoje é preciso acrescentar emprego para o plantio de árvores, enfrentando assim o problema ecológico. Em resumo, é necessário que a transferência de renda seja condicionada ao trabalho do beneficiado, produzindo aquilo de que ele precisa. Sem isso, o recurso que ele representa continua inativo.

Além de produtivo, o novo keynesianismo é social e ecológico, e precisa ter responsabilidade fiscal. O financiamento das transferências deve ser feito com redução de gastos supérfluos do Estado, estancamento da corrupção e garantia de equilíbrio fiscal. Ao mesmo tempo, elas devem ser feitas democraticamente, o que exige a combinação dos recursos disponíveis com o tempo possível para a execução do programa. Quanto mais vontade social de fazer a transferência, menos tempo será necessário ao combate à pobreza.

O mais importante é a concepção levantada por Helen Clark de que a riqueza está nas pessoas: você é a riqueza.

artigo de Cristovam Buarque publicado no Jornal do Commercio em 16 de outubro de 2009.

Casagrande ressalta qualidade da programação da TV Brasil em audiência pública

Direto da Fonte do Site do Senador Renato Casagrande - PSB-ES

http://www.renatocasagrande.com.br/noticia.asp?codNoticia=629


21/10/2009

Casagrande ressalta qualidade da programação da TV Brasil em audiência pública

Durante audiência pública para prestação de contas dos dois anos de funcionamento da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o senador Renato Casagrande destacou a importância da TV Brasil para a sociedade pela programação alternativa apresentada, que é diferente das TVs comerciais.

Autor do requerimento que convidou a diretora-presidente da empresa, a jornalista Tereza Cruvinel, para prestar estes esclarecimentos ao Senado, Casagrande ressaltou que a mídia, de um modo geral, exalta o consumo exacerbado, além de transmitir programas que ferem os valores éticos e morais da sociedade.

“A TV Brasil tem agido de forma equilibrada e é uma empresa de comunicação que atende a população. A sociedade precisa de uma programação cuja referência não seja só o consumo e os meios de comunicação são importantes para que este comportamento não se consolide na mente das pessoas. Portanto, parabenizo à TV Brasil porque ela tem mostrado que ela já demonstrou que vem agindo de maneira isenta”, destacou.

Além de expor informações sobre a TV Brasil, Tereza Cruvinel pediu apoio aos senadores da comissão para que se mantenha no Orçamento da União de 2010 a verba proposta de R$ 446,7 milhões, dos quais R$ 109,4 milhões seriam destinados a investimentos. Segundo a diretora, a dotação prevista conta com "muita receita própria" e permitirá o fortalecimento de uma aliança que a EBC vem firmando com televisões educativas estaduais.

Uma das prioridades para o ano que vem, de acordo com a jornalista, será o projeto de Operador Único de TV Digital, por meio do qual a TV Brasil dividirá custos de implantação de torres em todo o país com as TVs Senado e Câmara, além dos ministérios responsáveis pelos futuros canais digitais de educação, cultura e cidadania. Ela anunciou ainda a intenção de transformar o atual Canal Integración, voltado aos países vizinhos, na TV Brasil Internacional, que terá entre seus espectadores os mais de três milhões de brasileiros que vivem no exterior.

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