Caros senhores “sem informação”
Como era a minha situação até que meu quintal fosse inundado em 11/12/2005: sai à pesquisa. E agora, não levanto mais bandeiras sem saber por que chegamos a tal ponto. Embora esta situação seja emergencial: muros cercando “favelas”. Fere a Constituição Federal e quando cometida por quem devia zelar pelo cumprimento da lei é o agente da ação: a pena é aumentada. Avilta a todos nós e fere os Direitos Humanos. Na realidade, fere até mesmo o meio ambiente. Mas, este estado fluminense foi acostumado a agir de forma errada e a não sofre recriminações e nem advertências. E isto tem de ter um fim: 68 % de favelas em dados do IBGE. E elas irão aumentar em breve com os 180 mil desempregados do COMPERJ que está impermeabilizando o Aqüífero Macacu, mesmo com estudos indicando que não é para ser feito, pois é um aqüífero de vasão media e que deveria estar sendo preservado. Irão impermeabilizá-lo e mexer pela terceira vez em nascentes do que pertence ao Recôncavo da Guanabara. O Arco Metropolitano também fará isto: comprometer de forma irreversível nossos recursos hídricos.
Entrem no Google e procurem à área da Baixada e Jacarepaguá: Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes e acionando em MAPA vão dando zoom e vejam quantas favelas há. Sempre ao lado dos luxuosos condomínios: quem mora nas favelas de lá? Com certeza os empregados dos mesmos condomínios. Assim, que tiverem robôs também mandaram: não cercar, mas retirar as favelas. Que classe social começou a degradar o meio ambiente? Lá, também, existem problemas graves e não computo nada ao poder do dinheiro e sim a desobediência à lei mor deste país que norteia a todas as outras.
Ninguém fala, mas muitas áreas ali de alta valorização imobiliária está construída cenograficamente em cima de áreas lagunares e tem gente que viu o crime acontecer e se omitiu e ainda vive.
Aproveito para dizer que a historia sobre o desmatamento da Mata Atlântica não está bem contada. Alem do fato de estar escrito, ainda temos testemunha relatando o fato.
Os senhores sabem quem mora no que hoje chamam de Baixada? Que antes era parte do Recôncavo da Guanabara e antes da Província do Rio de Janeiro. A turma que hoje habita na área em que estão os “cercadores” e “cerceadores” do Direito Constitucional pertencia ao Município Neutro. Na Baixada moram os descendentes dos que vieram ajudar a construir este país: Corte, Ex Capital da Republica e Capital Federal. Não falarei das grandes obras como o Metro ou a Ponte Rio Niterói e nem mesmo dos absurdos cometidos pelo Rodrigues Alves sob a batuta da Pereira Passos, isto deixo a cargo dos que irão mentir para justificar o injustificável. Não falarei dos negros “recém libertos”, da Lei de Terras e nem mesmo do Decreto-Lei 9760 de 5/9/1946. Também não falarei do DSBF e nem do DNOS, pois faço questão de dar corda para que “eles” se enforquem a cada dia mais rápido, graças a Deus! E que a terra lhes seja bem pesada.
Nós nunca trabalhamos com previsão, apenas vamos fazendo depois o povo trabalhador que se ajeite e ele o faz: vai morar em área em área e risco pela omissão negligência de quem devia zelar para que não acontecesse e isto aumenta a pena. Mas, como o nosso povo não tem informação, não aciona a lei. Informação não é formação: acadêmica ou não. Assim, temos uma situação “sui generis” acontecendo em muitas áreas do território Nacional: Desembargadores, Juízes, Arquitetos, PHDS, negros ou brancos, ricos ou classe media milionários ou favelados morando em área de risco.
Agora é esperar para ver quem vai: afundar, deslizar, contaminar ou pegar fogo primeiro. Façam as apostas: o gato já subiu no telhado! Muito cuidado ao tentar me desdizer: não recebo da Viúva e nem da Petrobrás! Mas, afinal com quem “eles” acham que estão mexendo? Que todos somos omissos? Nestes momentos me lembro do Código de Hamurabi!
É por isso que o E.S.T.A.D.O odeia pesquisadores. Este murro é uma vergonha e um desrespeito a nosso povo. E é inconstitucional! Cadê a OAB? O MP?
Márcia Benevides Leal cidadã brasileira moradora em Maricá que jamais responderá por omissão.
Escritos indignados e propositivos de Fernando Claro. Contra direita golpista e contra as mídias que desinformam e mentem. Pela Soberania do Brasil. Pela Supremacia da Constituição Federal. Pela tolerância, compreensão e respeito para com as diversidades. Em defesa dos Direitos Humanos. A hora é essa! Vamos nessa?
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Sadia e Perdigão FUNDEM-SE para dominar mercado. O CLARO: Cadê o CADE, o Congresso Nacional e o Ministério da Justiça?
Editorial de 27 de maio de 2009;
Será que nós se FOODS?
Há poucos dias foi confirmada a associação das gigantes empresas de alimentos no BRasil, o que implicará em aumento da participação desta MEGA EMPRESA, a BRASILFOODS.
Assim mais uma grande concentração de capital na economia brasileira.
Em direito quando três ou mais pessoas se reúnem com objetivos e propósito de golpear o patrimônio alheio é tipificado por quadrilha ou bando.
Os colarinhos brancos quando se reúnem para tal fim são chamados de mega empresários... Francamente!!!
Cadê o CADE? Cadê o Congresso nacional e o Ministério da Justiça?
Após a formação ITAUNIBANCO tudo pode acontecer!!!
Saudações patriotas e pela Soberania do BRasil.
Abraço do O Claro, Patriota
Será que nós se FOODS?
Há poucos dias foi confirmada a associação das gigantes empresas de alimentos no BRasil, o que implicará em aumento da participação desta MEGA EMPRESA, a BRASILFOODS.
Assim mais uma grande concentração de capital na economia brasileira.
Em direito quando três ou mais pessoas se reúnem com objetivos e propósito de golpear o patrimônio alheio é tipificado por quadrilha ou bando.
Os colarinhos brancos quando se reúnem para tal fim são chamados de mega empresários... Francamente!!!
Cadê o CADE? Cadê o Congresso nacional e o Ministério da Justiça?
Após a formação ITAUNIBANCO tudo pode acontecer!!!
Saudações patriotas e pela Soberania do BRasil.
Abraço do O Claro, Patriota
Dobradinha entre USA e oligarquia colombiana ameaça a América do Sul . O CLARO: Perigo !!! EUA não desistem de querer dominar e possuir AMAZÔNIA.
Direto da Fonte da Fundação Lauro Campos – SOCIALISMO E LIBERDADE
http://www.socialismo.org.br/portal/internacional/38-artigo/437-dobradinha-entre-usa-e-oligarquia-colombiana-ameaca-a-america-do-sul
Dobradinha entre USA e oligarquia colombiana ameaça a América do Sul
Internacional
Hugo R C Souza
“Os Estados Unidos parecem destinados pela providência a encher de miséria
a América em nome da liberdade”. Simon Bolívar
'O Plano Colômbia será executado com ou sem a solidariedade internacional', já dizia o vice-ministro de Defesa do USA, James Bodner, na Conferência Ministerial de Defesa das Américas, que se realizou em Manaus em outubro do ano 2000. Poderia ter falado em 'Planos Colômbia' e 'serão executados' com ou sem quem quer que seja. Assim, no plural, como o personagem Rambo, que no episódio II do filme homônimo foi ao Vietnã e se mostrou decidido a metralhar vietnamitas vinte anos depois do fim da guerra, com ou sem a ajuda de quem quer que fosse.
De fato, o Plano Colômbia está hoje já em sua segunda versão. A primeira aconteceu entre 2000 e 2007. A segunda entrou em vigor em 2007 mesmo, e está prevista para se prolongar até 2013. Nada indica que não haverá uma terceira, uma quarta, ou até uma quinta, até que a Colômbia se torne enfim, e oficialmente, o 51º estado ianque. Como Rambo, cuja quarta versão ainda pode — mas não deve — ser vista em algumas salas de cinema no Brasil. Assim, teríamos no Pacífico Sul um integrante da Organização do Tratado do Atlântico Norte, e se a cena do porta-aviões ianque flutuando na baía de Guanabara em meados de abril deste ano assombrou os habitantes da cidade do Rio de Janeiro, que dizer da possibilidade de haver tropas da Otan policiando a América do Sul à luz dos interesses imperialistas?
Sabe-se bem que não é uma missão impossível. É longa a história de ingerências, assassinatos, golpes e sabotagens que foram tramados, financiados ou diretamente executados pelos ianques em nosso continente. É longa mesmo a história de manobras militares imperialistas nos mares do sul a título de treinamento conjunto.
Como dito acima, há pouco tivemos o porta-aviões George Washington, o maior da marinha do USA, participando de exercícios militares com as tropas do Brasil e da Argentina em plena América do Sul, e tudo soou a mais perfeita normalidade. Era parte da 49ª edição da Operação Unitas. Em 1974, enquanto transcorria sob a mais perfeita normalidade uma Operação Unitas na costa do Chile, o palácio de La Moneda foi tomado de assalto e o presidente Salvador Allende foi assassinado. Em uma matéria publicada em 1974, o hoje famoso escritor colombiano Gabriel García Márquez reportava:
'Muitos agentes estrangeiros participaram do drama. O bombardeio do palácio de La Moneda, cuja precisão técnica assombrou os especialistas, foi feito por um grupo de acrobatas norte-americanos que entraram, com a bandeira da Operação Unitas, para fazer acrobacias aéreas no dia 18 de setembro, dia da independência nacional [no Chile]'.
Uma informação devidamente negligenciada pelo oligopólio brasileiro dos meios de comunicação, e que deve ser repercutida nos dias de hoje, depois que os trabalhadores do Rio de Janeiro viram e ouviram aviões de guerra sobrevoando a cidade e a região metropolitana em alguns dias de abril como parte dos exercícios da 49ª Operação Unitas.
Achar que este tipo de operação é realmente algo inofensivo é uma prerrogativa para os que gostam de se iludir. A Unitas é a presença do poder militar ianque na América do Sul para fins nada amistosos. É parte de um grande projeto neocolonial do USA que tem na Colômbia seu comando avançado e nos sucessivos Planos Colômbia sua linha-mestra.
Com muitas facetas e sem data para acabar
A Colômbia hoje vêm sendo apresentada como modelo internacional de políticas de segurança pública. Chefes e ex-chefes de polícia de cidades como Cáli e Medellín são figurinhas fáceis em palestras, congressos e encontros internacionais onde se debate não exatamente como proteger os cidadãos, mas sim formas e métodos de repressão e controle social. Os índices de criminalidade de suas cidades mais problemáticas são exibidos via retroprojetores e cadernos policiais do mundo inteiro como verdadeiros troféus, mas o que não se diz é que não são acompanhados de qualquer melhora significativa das condições de vida ou de liberdade do povo.
As cidades caribenhas da Colômbia também voltaram a frequentar as páginas e mesmo as capas das revistas de turismo mundo afora. Fala-se dos coloridos e dos sobrados de Cartagena e das maravilhas de Santa Marta, sempre lembrando que a Colômbia não é mais apenas um país de sequestradores e traficantes, e omitindo sempre que no caribe colombiano estão instaladas duas das quatro bases militares ianques que existem no país. Estas, as do caribe, como sempre justificadas como necessárias para a luta contra o narcotráfico, funcionam na verdade como centros de monitoramento da atividade petroleira na região, e têm capacidade operativa cujo alcance se estende para além do território colombiano.
O Plano Colômbia, entendido e compreendido entre o ano 2000 e o horizonte que se perde de vista, é um programa imperialista sem prazo de validade, que por meio da intervenção política, econômica e militar pretende favorecer grandes petrolíferas, carvoeiras e outras empresas especializadas na rapina de recursos naturais dos países pobres, como a água doce e a biodiversidade.
Além disto, a idéia é implementar na marra as reformas do capitalismo monopolista e financeiro, além de semear o divisionismo e a corrupção em um país assolado pela pobreza e castigado pelas ações dos 'Paras'.
No fim de abril deste ano, as autoridades judiciárias colombianas mandaram prender o ex-senador Mario Uribe Escobar — menos por ser um Escobar e mais por ser um Uribe.
Ex-presidente do Congresso da Colômbia e primo do atual presidente do país, Álvaro Uribe, Mario teve a prisão decretada após a comprovação de suas ligações com os grupos paramilitares. Assim, ficou-se sabendo que o primo de Uribe se reuniu secretamente com Salvatore Mancuso, então líder das Autodefesas Unidas da Colômbia, pouco antes das eleições de 2002.
Uribe Escobar é um dos 63 congressistas metidos no escândalo da 'parapolítica'— uma rede desmascarada de membros do executivo e do legislativo colombianos envolvidos direta ou indiretamente com as Autodefesas Unidas da Colômbia.
Outras pessoas diretamente ligadas a Uribe caíram devido a ligações umbilicais com o próprio narcotráfico. Sobre o próprio Álvaro Uribe, a ex-companheira do traficante Pablo Escobar — morto em 1993 — diz o seguinte: 'O narco-estado sonhado por Escobar tem mais vigência do que nunca'.
'Os narcotraficantes prosperam na Colômbia não porque são uns gênios, mas porque os presidentes são muito baratos', diz Virginia Vallejo em seu livro Amando Pablo, odiando Escobar.
Junte a isto o fato de o próprio USA listar Uribe em sua relação de narcotraficantes, e o discurso humanitário dos sucessivos Planos Colômbia não mais resistirá. O que o imperialismo quer é um cúmplice para respaldar sua ofensiva sobre os povos sul-americanos, e não um parceiro para libertar o povo de um país da opressão de seus inimigos internos.
E foi com as Autodefesas Unidas da Colômbia que uma das maiores multinacionais ianques manteve ao longo de anos uma relação de contratante de prestadora de serviços pouco convencionais, por assim dizer. Entre 1997 e 2004, a empresa Chiquita, cujo negócio é a exportação de bananas, pagou quase 2 bilhões de dólares às Autodefesas Unidas em troca de 'proteção', que na prática significava chantagem e achacamento dos camponeses e pequenos produtores rurais.
A cereja do bolo neocolonial
É isto o que há por trás de todo o discurso humanitário de defesa da democracia e de salvação da América Latina frente aos desmandos do narcotráfico: os interesses comerciais e belicistas do USA, por sua vez mancomunado com as oligarquias locais da Colômbia.
E vem sendo assim desde a primeira grande investida militar sob a batuta do Plano Colômbia, em outubro de 2000, quando foi desencadeada uma grande operação na região de Puntamayo, no sul do país — a mais rica em petróleo da Colômbia — até o episódio recente da violação da fronteira com o Equador, quando foi assassinado o dirigente das Farc Raúl Reyes (ver Box).
Hoje, são cerca de 400 ianques diretamente envolvidos nas decisões políticas, econômicas e militares tomadas pelo governo colombiano. É alto o investimento do USA na Colômbia em forma de radares, aviões espiões, helicópteros de guerra, e financiamento e treinamento de um exército de mais de 200 mil soldados.
São 700 milhões de dólares por ano injetados no enclave ianque no qual a oligarquia colombiana transformou o país. Segundo dados da Anistia Internacional e da Human Right Watches, o Plano Colômbia é responsável direto pela morte de 14 pessoas por dia. São sistemáticos os massacres e os seqüestros de cidadãos colombianos resistentes, a pretexto de serem traficantes de drogas ou colaboradores das Farc.
Chama-se Plano Colômbia, porque se dá a partir deste protetorado ianque, mas poderia se chamar 'Plano América do Sul', tamanha é a envergadura de sua implicação sobre toda a região.
É evidente que o que se faz na Colômbia é montar uma base de operações para praticar agressões em toda a América Latina, e a ditadura não do generalão, mas do gerentão Uribe seria o modelo a se seguir, em detrimento do nacionalismo demagogo e oportunista de Hugo Chávez, Evo Morales e Rafael Correa — de Luíz Inácio, nem mesmo isto se pode dizer.
A cereja do bolo imperialista seria colocada com o chamado 'Acordo de Livre Comércio entre EUA e Colômbia', tramado por Bush e Uribe ao longo de meses e assinado ainda em 2006. A coisa vem sendo brecada pelo Partido Democrata no Congresso do USA, mas única e exclusivamente por razões eleitoreiras. O esmero da administração Bush para aprovar o tratado é tanto que vêm gerando indisposição com o legislativo ianque.
A presidente da Câmara dos Deputados do USA, Nancy Pelosi, do Partido Democrata, condicionou a votação do tratado com a Colômbia à solução de problemas econômicos domésticos. Bush, então, usou de sua prerrogativa e enviou o tratado ao Congresso pela chamada 'via rápida', um instrumento emergencial que obriga os congressistas a apreciarem e darem parecer sobre seu conteúdo em até 90 dias. Em um contra-golpe, Nancy Pelosi liderou um movimento no Congresso que culminou com a eliminação desta regra.
Isto é revelador: o que seria, a princípio, um mero acordo com um longínquo país da América do Sul causou grande rebuliço nas instituições do país mais poderoso do planeta. Demonstra a importância estratégica que esta região tem para os objetivos imperialistas, e que a administração ianque de plantão não mede esforços para assegurar o domínio do nosso continente, seja pela via militar, seja pelo caminho político-econômico.
Caso não fosse assim, o secretário do tesouro deles, o polido Henry M. Paulson Jr., não teria esperneado como esperneou diante da não-votação do acordo com a Colômbia, dizendo que isto encorajaria as forças anti-USA na América Latina e colocaria em risco a economia ianque. Certamente não estava preocupado com as bananas.
O USA e a recente violação da fronteira equatoriana
Nas últimas duas décadas o USA vem tentando consolidar uma nova estratégia de controle global na qual é muito importante a cooptação das administrações nacionais de vários países ditos democráticos.
Trata-se da implantação de bases militares de pequeno e médio portes apenas, porém em grande quantidade ao redor do planeta. Segundo dados do Pentágono, são hoje 735 destas bases espalhadas por 130 países de todo o mundo.
Na América Latina, há uma complexa e extensa rede de bases militares de todo tipo controladas pelo Comando Sul do Pentágono, baseado em Key West, na Flórida. Desde meados dos anos 80 os ianques viram na luta contra o narcotráfico na região andina uma verdadeira porta de entrada para suas tropas, oficiais e estrategistas na região.
O que hoje se conhece como Plano Colômbia — ou Planos Colômbia — é o desdobramento do que faziam os FOLs, da sigla em inglês, que significa Centros Avançados de Operação. Ainda existem quatro FOLs em plena operação na América Latina, No Equador, El Salvador, Aruba e Curaçao.
E há grandes possibilidades de ter saído de uma FOL situada no próprio Equador o avião C-130 que forneceu informações sobre a localização dos integrantes das Farc que estavam próximos à fronteira com a Colômbia, no episódio da violação de soberania que resultou na morte de Raul Reyes e mais 17 pessoas. Um avião deste tipo da base de Manta, na costa do Pacífico, não estava pousado no momento em que as tropas colombianas bombardearam o local onde o grupo estava acampado, já em território equatoriano.
Tendo em vista que toda e qualquer operação envolvendo tropas ianques na região passa pelos estrategistas do Plano Colômbia, a recente violação militar da fronteira equatoriana é na verdade uma dupla invasão, empreendida pelo USA e pela administração Uribe, estes dois inimigos dos povos da América do Sul.
http://www.socialismo.org.br/portal/internacional/38-artigo/437-dobradinha-entre-usa-e-oligarquia-colombiana-ameaca-a-america-do-sul
Dobradinha entre USA e oligarquia colombiana ameaça a América do Sul
Internacional
Hugo R C Souza
“Os Estados Unidos parecem destinados pela providência a encher de miséria
a América em nome da liberdade”. Simon Bolívar
'O Plano Colômbia será executado com ou sem a solidariedade internacional', já dizia o vice-ministro de Defesa do USA, James Bodner, na Conferência Ministerial de Defesa das Américas, que se realizou em Manaus em outubro do ano 2000. Poderia ter falado em 'Planos Colômbia' e 'serão executados' com ou sem quem quer que seja. Assim, no plural, como o personagem Rambo, que no episódio II do filme homônimo foi ao Vietnã e se mostrou decidido a metralhar vietnamitas vinte anos depois do fim da guerra, com ou sem a ajuda de quem quer que fosse.
De fato, o Plano Colômbia está hoje já em sua segunda versão. A primeira aconteceu entre 2000 e 2007. A segunda entrou em vigor em 2007 mesmo, e está prevista para se prolongar até 2013. Nada indica que não haverá uma terceira, uma quarta, ou até uma quinta, até que a Colômbia se torne enfim, e oficialmente, o 51º estado ianque. Como Rambo, cuja quarta versão ainda pode — mas não deve — ser vista em algumas salas de cinema no Brasil. Assim, teríamos no Pacífico Sul um integrante da Organização do Tratado do Atlântico Norte, e se a cena do porta-aviões ianque flutuando na baía de Guanabara em meados de abril deste ano assombrou os habitantes da cidade do Rio de Janeiro, que dizer da possibilidade de haver tropas da Otan policiando a América do Sul à luz dos interesses imperialistas?
Sabe-se bem que não é uma missão impossível. É longa a história de ingerências, assassinatos, golpes e sabotagens que foram tramados, financiados ou diretamente executados pelos ianques em nosso continente. É longa mesmo a história de manobras militares imperialistas nos mares do sul a título de treinamento conjunto.
Como dito acima, há pouco tivemos o porta-aviões George Washington, o maior da marinha do USA, participando de exercícios militares com as tropas do Brasil e da Argentina em plena América do Sul, e tudo soou a mais perfeita normalidade. Era parte da 49ª edição da Operação Unitas. Em 1974, enquanto transcorria sob a mais perfeita normalidade uma Operação Unitas na costa do Chile, o palácio de La Moneda foi tomado de assalto e o presidente Salvador Allende foi assassinado. Em uma matéria publicada em 1974, o hoje famoso escritor colombiano Gabriel García Márquez reportava:
'Muitos agentes estrangeiros participaram do drama. O bombardeio do palácio de La Moneda, cuja precisão técnica assombrou os especialistas, foi feito por um grupo de acrobatas norte-americanos que entraram, com a bandeira da Operação Unitas, para fazer acrobacias aéreas no dia 18 de setembro, dia da independência nacional [no Chile]'.
Uma informação devidamente negligenciada pelo oligopólio brasileiro dos meios de comunicação, e que deve ser repercutida nos dias de hoje, depois que os trabalhadores do Rio de Janeiro viram e ouviram aviões de guerra sobrevoando a cidade e a região metropolitana em alguns dias de abril como parte dos exercícios da 49ª Operação Unitas.
Achar que este tipo de operação é realmente algo inofensivo é uma prerrogativa para os que gostam de se iludir. A Unitas é a presença do poder militar ianque na América do Sul para fins nada amistosos. É parte de um grande projeto neocolonial do USA que tem na Colômbia seu comando avançado e nos sucessivos Planos Colômbia sua linha-mestra.
Com muitas facetas e sem data para acabar
A Colômbia hoje vêm sendo apresentada como modelo internacional de políticas de segurança pública. Chefes e ex-chefes de polícia de cidades como Cáli e Medellín são figurinhas fáceis em palestras, congressos e encontros internacionais onde se debate não exatamente como proteger os cidadãos, mas sim formas e métodos de repressão e controle social. Os índices de criminalidade de suas cidades mais problemáticas são exibidos via retroprojetores e cadernos policiais do mundo inteiro como verdadeiros troféus, mas o que não se diz é que não são acompanhados de qualquer melhora significativa das condições de vida ou de liberdade do povo.
As cidades caribenhas da Colômbia também voltaram a frequentar as páginas e mesmo as capas das revistas de turismo mundo afora. Fala-se dos coloridos e dos sobrados de Cartagena e das maravilhas de Santa Marta, sempre lembrando que a Colômbia não é mais apenas um país de sequestradores e traficantes, e omitindo sempre que no caribe colombiano estão instaladas duas das quatro bases militares ianques que existem no país. Estas, as do caribe, como sempre justificadas como necessárias para a luta contra o narcotráfico, funcionam na verdade como centros de monitoramento da atividade petroleira na região, e têm capacidade operativa cujo alcance se estende para além do território colombiano.
O Plano Colômbia, entendido e compreendido entre o ano 2000 e o horizonte que se perde de vista, é um programa imperialista sem prazo de validade, que por meio da intervenção política, econômica e militar pretende favorecer grandes petrolíferas, carvoeiras e outras empresas especializadas na rapina de recursos naturais dos países pobres, como a água doce e a biodiversidade.
Além disto, a idéia é implementar na marra as reformas do capitalismo monopolista e financeiro, além de semear o divisionismo e a corrupção em um país assolado pela pobreza e castigado pelas ações dos 'Paras'.
No fim de abril deste ano, as autoridades judiciárias colombianas mandaram prender o ex-senador Mario Uribe Escobar — menos por ser um Escobar e mais por ser um Uribe.
Ex-presidente do Congresso da Colômbia e primo do atual presidente do país, Álvaro Uribe, Mario teve a prisão decretada após a comprovação de suas ligações com os grupos paramilitares. Assim, ficou-se sabendo que o primo de Uribe se reuniu secretamente com Salvatore Mancuso, então líder das Autodefesas Unidas da Colômbia, pouco antes das eleições de 2002.
Uribe Escobar é um dos 63 congressistas metidos no escândalo da 'parapolítica'— uma rede desmascarada de membros do executivo e do legislativo colombianos envolvidos direta ou indiretamente com as Autodefesas Unidas da Colômbia.
Outras pessoas diretamente ligadas a Uribe caíram devido a ligações umbilicais com o próprio narcotráfico. Sobre o próprio Álvaro Uribe, a ex-companheira do traficante Pablo Escobar — morto em 1993 — diz o seguinte: 'O narco-estado sonhado por Escobar tem mais vigência do que nunca'.
'Os narcotraficantes prosperam na Colômbia não porque são uns gênios, mas porque os presidentes são muito baratos', diz Virginia Vallejo em seu livro Amando Pablo, odiando Escobar.
Junte a isto o fato de o próprio USA listar Uribe em sua relação de narcotraficantes, e o discurso humanitário dos sucessivos Planos Colômbia não mais resistirá. O que o imperialismo quer é um cúmplice para respaldar sua ofensiva sobre os povos sul-americanos, e não um parceiro para libertar o povo de um país da opressão de seus inimigos internos.
E foi com as Autodefesas Unidas da Colômbia que uma das maiores multinacionais ianques manteve ao longo de anos uma relação de contratante de prestadora de serviços pouco convencionais, por assim dizer. Entre 1997 e 2004, a empresa Chiquita, cujo negócio é a exportação de bananas, pagou quase 2 bilhões de dólares às Autodefesas Unidas em troca de 'proteção', que na prática significava chantagem e achacamento dos camponeses e pequenos produtores rurais.
A cereja do bolo neocolonial
É isto o que há por trás de todo o discurso humanitário de defesa da democracia e de salvação da América Latina frente aos desmandos do narcotráfico: os interesses comerciais e belicistas do USA, por sua vez mancomunado com as oligarquias locais da Colômbia.
E vem sendo assim desde a primeira grande investida militar sob a batuta do Plano Colômbia, em outubro de 2000, quando foi desencadeada uma grande operação na região de Puntamayo, no sul do país — a mais rica em petróleo da Colômbia — até o episódio recente da violação da fronteira com o Equador, quando foi assassinado o dirigente das Farc Raúl Reyes (ver Box).
Hoje, são cerca de 400 ianques diretamente envolvidos nas decisões políticas, econômicas e militares tomadas pelo governo colombiano. É alto o investimento do USA na Colômbia em forma de radares, aviões espiões, helicópteros de guerra, e financiamento e treinamento de um exército de mais de 200 mil soldados.
São 700 milhões de dólares por ano injetados no enclave ianque no qual a oligarquia colombiana transformou o país. Segundo dados da Anistia Internacional e da Human Right Watches, o Plano Colômbia é responsável direto pela morte de 14 pessoas por dia. São sistemáticos os massacres e os seqüestros de cidadãos colombianos resistentes, a pretexto de serem traficantes de drogas ou colaboradores das Farc.
Chama-se Plano Colômbia, porque se dá a partir deste protetorado ianque, mas poderia se chamar 'Plano América do Sul', tamanha é a envergadura de sua implicação sobre toda a região.
É evidente que o que se faz na Colômbia é montar uma base de operações para praticar agressões em toda a América Latina, e a ditadura não do generalão, mas do gerentão Uribe seria o modelo a se seguir, em detrimento do nacionalismo demagogo e oportunista de Hugo Chávez, Evo Morales e Rafael Correa — de Luíz Inácio, nem mesmo isto se pode dizer.
A cereja do bolo imperialista seria colocada com o chamado 'Acordo de Livre Comércio entre EUA e Colômbia', tramado por Bush e Uribe ao longo de meses e assinado ainda em 2006. A coisa vem sendo brecada pelo Partido Democrata no Congresso do USA, mas única e exclusivamente por razões eleitoreiras. O esmero da administração Bush para aprovar o tratado é tanto que vêm gerando indisposição com o legislativo ianque.
A presidente da Câmara dos Deputados do USA, Nancy Pelosi, do Partido Democrata, condicionou a votação do tratado com a Colômbia à solução de problemas econômicos domésticos. Bush, então, usou de sua prerrogativa e enviou o tratado ao Congresso pela chamada 'via rápida', um instrumento emergencial que obriga os congressistas a apreciarem e darem parecer sobre seu conteúdo em até 90 dias. Em um contra-golpe, Nancy Pelosi liderou um movimento no Congresso que culminou com a eliminação desta regra.
Isto é revelador: o que seria, a princípio, um mero acordo com um longínquo país da América do Sul causou grande rebuliço nas instituições do país mais poderoso do planeta. Demonstra a importância estratégica que esta região tem para os objetivos imperialistas, e que a administração ianque de plantão não mede esforços para assegurar o domínio do nosso continente, seja pela via militar, seja pelo caminho político-econômico.
Caso não fosse assim, o secretário do tesouro deles, o polido Henry M. Paulson Jr., não teria esperneado como esperneou diante da não-votação do acordo com a Colômbia, dizendo que isto encorajaria as forças anti-USA na América Latina e colocaria em risco a economia ianque. Certamente não estava preocupado com as bananas.
O USA e a recente violação da fronteira equatoriana
Nas últimas duas décadas o USA vem tentando consolidar uma nova estratégia de controle global na qual é muito importante a cooptação das administrações nacionais de vários países ditos democráticos.
Trata-se da implantação de bases militares de pequeno e médio portes apenas, porém em grande quantidade ao redor do planeta. Segundo dados do Pentágono, são hoje 735 destas bases espalhadas por 130 países de todo o mundo.
Na América Latina, há uma complexa e extensa rede de bases militares de todo tipo controladas pelo Comando Sul do Pentágono, baseado em Key West, na Flórida. Desde meados dos anos 80 os ianques viram na luta contra o narcotráfico na região andina uma verdadeira porta de entrada para suas tropas, oficiais e estrategistas na região.
O que hoje se conhece como Plano Colômbia — ou Planos Colômbia — é o desdobramento do que faziam os FOLs, da sigla em inglês, que significa Centros Avançados de Operação. Ainda existem quatro FOLs em plena operação na América Latina, No Equador, El Salvador, Aruba e Curaçao.
E há grandes possibilidades de ter saído de uma FOL situada no próprio Equador o avião C-130 que forneceu informações sobre a localização dos integrantes das Farc que estavam próximos à fronteira com a Colômbia, no episódio da violação de soberania que resultou na morte de Raul Reyes e mais 17 pessoas. Um avião deste tipo da base de Manta, na costa do Pacífico, não estava pousado no momento em que as tropas colombianas bombardearam o local onde o grupo estava acampado, já em território equatoriano.
Tendo em vista que toda e qualquer operação envolvendo tropas ianques na região passa pelos estrategistas do Plano Colômbia, a recente violação militar da fronteira equatoriana é na verdade uma dupla invasão, empreendida pelo USA e pela administração Uribe, estes dois inimigos dos povos da América do Sul.
terça-feira, 26 de maio de 2009
OAB-RJ repudia veto de embaixador dos EUA a advogado brasileiro. O CLARO: Os EUA e seus assalariados se esquecem que o BRasil é SOBERANO.
Direto da Fonte do Conselho Federal da OAB e da Seccional do Estado do Rio de Janeiro
OAB-RJ repudia veto de embaixador dos EUA a advogado brasileiro
Rio de Janeiro, 26/05/2009 - O presidente da OAB do Rio de Janeiro, Wadih Damous, divulgou nota hoje com duras críticas ao embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Clifford Sobel, por ter vetado a entrada do advogado Sergio Tostes - representante jurídico da família do menor brasileiro nato Sean Ribeiro Goldmanem - em evento que homenageou recentemente o juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos, Antonin Scalia, durante visita oficial ao Brasil. Para a OAB-RJ, o episódio merece repulsa de toda a classe dos advogados porque "trata-se de interferência indevida de governo estrangeiro em assunto interno de nosso país, que possui um Poder Judiciário livre e soberano e instituições sólidas para decidir, na forma da lei, a questão envolvendo a mencionada criança.
Leia abaixo a íntegra da nota do presidente da OAB-RJ:.
"Chegou-me ao conhecimento que o advogado Sergio Tostes , inscrito nesta Seccional, foi vetado em jantar de homenagem ao juiz da Suprema Corte americana, Antonin Scalia.
O autor do veto, de acordo com Sérgio Tostes, foi o embaixador americano no Brasil, Clifford Sobel. O motivo prende-se ao fato de o referido profissional representar os interesses jurídicos da família do menor brasileiro nato Sean Ribeiro Goldman. Como se sabe, o pai biológico do menor postula sua extradição imediata para os Estados Unidos, ao que os referidos advogados se opõem.
O episódio merece a nossa repulsa. Trata-se de interferência indevida de governo estrangeiro em assunto interno de nosso país, que possui um Poder Judiciário livre e soberano e instituições sólidas para decidir, na forma da lei, a questão envolvendo a mencionada criança.
Além do mais, conforme nos relata o advogado Sérgio Tostes, o embaixador tem criado inúmeros outros constrangimentos a ele e a seus colegas de escritório em absoluta afronta aos preceitos da Lei 8.906/94, que asseguram os nossos direitos e prerrogativas profissionais.
Estou enviando o relato do advogado Sergio Tostes à Comissão de Defesa das Prerrogativas da OAB-RJ para as providências que a gravidade do caso desafiam.
OAB-RJ repudia veto de embaixador dos EUA a advogado brasileiro
http://www.oab.org.br/noticia.asp?id=16930
Rio de Janeiro, 26/05/2009 - O presidente da OAB do Rio de Janeiro, Wadih Damous, divulgou nota hoje com duras críticas ao embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Clifford Sobel, por ter vetado a entrada do advogado Sergio Tostes - representante jurídico da família do menor brasileiro nato Sean Ribeiro Goldmanem - em evento que homenageou recentemente o juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos, Antonin Scalia, durante visita oficial ao Brasil. Para a OAB-RJ, o episódio merece repulsa de toda a classe dos advogados porque "trata-se de interferência indevida de governo estrangeiro em assunto interno de nosso país, que possui um Poder Judiciário livre e soberano e instituições sólidas para decidir, na forma da lei, a questão envolvendo a mencionada criança.
Leia abaixo a íntegra da nota do presidente da OAB-RJ:.
"Chegou-me ao conhecimento que o advogado Sergio Tostes , inscrito nesta Seccional, foi vetado em jantar de homenagem ao juiz da Suprema Corte americana, Antonin Scalia.
O autor do veto, de acordo com Sérgio Tostes, foi o embaixador americano no Brasil, Clifford Sobel. O motivo prende-se ao fato de o referido profissional representar os interesses jurídicos da família do menor brasileiro nato Sean Ribeiro Goldman. Como se sabe, o pai biológico do menor postula sua extradição imediata para os Estados Unidos, ao que os referidos advogados se opõem.
O episódio merece a nossa repulsa. Trata-se de interferência indevida de governo estrangeiro em assunto interno de nosso país, que possui um Poder Judiciário livre e soberano e instituições sólidas para decidir, na forma da lei, a questão envolvendo a mencionada criança.
Além do mais, conforme nos relata o advogado Sérgio Tostes, o embaixador tem criado inúmeros outros constrangimentos a ele e a seus colegas de escritório em absoluta afronta aos preceitos da Lei 8.906/94, que asseguram os nossos direitos e prerrogativas profissionais.
Estou enviando o relato do advogado Sergio Tostes à Comissão de Defesa das Prerrogativas da OAB-RJ para as providências que a gravidade do caso desafiam.
sábado, 23 de maio de 2009
Perdigão e Sadia anunciam criação de nova empresa. O CLARO: Perdigão e Sadia Juntas Aguardam "Permissão" para DEMITIR TRABALHADORES !!!
Direto da Fonte do Conjur.
Gigante dos alimentos
Perdigão e Sadia anunciam criação de nova empresa
A fusão das empresas Perdigão e Sadia, concretizada na noite de segunda-feira (18/5), foi anunciada na manhã desta terça-feira (19/5) pelos presidentes do Conselho Administrativo da nova empresa, Nildemar Secches e Luiz Fernando Furlan. As duas darão origem a empresa chamada Brasil Foods.
De acordo com informações da Agência Estado, a nova companhia deverá fazer uma oferta pública de ações para levantar valor estimado de R$ 4 bilhões, segundo comunicado ao mercado. A união das companhias, que juntas serão responsáveis por quase 25% do mercado exportador global de aves, se dará por meio de uma complexa operação societária, com a criação de uma outra entidade, a HFF Participações. A Sadia, que precisava se capitalizar após as perdas de R$ 2,6 bilhões com derivativos, terá suas ações incorporadas em um primeiro momento pela HFF Par.
Para o assessor técnico do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Marcos Pó, a fusão pode provocar aumento dos preços e queda na qualidade dos produtos, já que diminui a concorrência. “As empresas não se juntam para o bem do consumidor, elas se juntam para ter lucro”, afirmou.
As experiências de fusão anteriores demonstram que o consumidor não costuma ser beneficiado com esse tipo de operação, de acordo com Marcos Pó. Para ele, a concorrência é a única maneira de garantir que as empresas forneçam serviços de qualidade e preços razoáveis.
O professor de marketing da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA USP), Marcos Campomar, é “otimista” com os possíveis resultados da união das duas empresas. Segundo ele, a nova companhia terá condições de oferecer produtos de melhor qualidade com preço menor.
A melhoria dos serviços seria consequência da melhor utilização dos equipamentos e da mão-de-obra das indústrias pertencentes a ambas as marcas. Na avaliação de Campomar, a unificação também permitiria "nivelar por cima" os padrões de qualidade.
O professor não descarta a possibilidade da existência de monopólio, pois a fusão irá combinar a força de penetração no mercado das duas empresas. “O que fará pressão sobre as empresas menores”, alertou Campomar. Nesse cenário, ele acredita que as outras empresas só teriam espaço entre as pessoas de renda mais baixa. Quanto a demissões, Campomar acredita que devem ocorrer em níveis gerenciais, de maneira a adequar a estrutura administrativa. Ele não acredita em “demissões em massa”.
No que diz respeito aos fornecedores, Marcos Campomar prevê uma situação mais complicada. Segundo ele, com a concentração de mercado decorrente da fusão, a nova empresa teria mais poder de negociação e poderia exigir melhores condições de compra. “ Quando um comprador é forte, ele pode forçar o preço que ele quiser”, explicou.
Para o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Wolmir de Souza, a situação dos produtores não deve mudar. “A política deles é igual, não muda nada”, afirmou. Segundo Souza, muitos produtores apenas prestam serviço para as grandes empresas do ramo de alimentos, que são donas dos produtos e dos insumos.
Souza se diz favorável à fusão por acreditar que a nova empresa terá mais condições de abrir espaço no mercado internacional. “Nós precisamos ser competitivos no exterior”. Ele espera que os novos ganhos obtidos com as possíveis exportações “sejam distribuídos com os produtores”.
Gigante dos alimentos
http://www.conjur.com.br/2009-mai-19/perdigao-sadia-anunciam-sao-paulo-criacao-empresa
Perdigão e Sadia anunciam criação de nova empresa
A fusão das empresas Perdigão e Sadia, concretizada na noite de segunda-feira (18/5), foi anunciada na manhã desta terça-feira (19/5) pelos presidentes do Conselho Administrativo da nova empresa, Nildemar Secches e Luiz Fernando Furlan. As duas darão origem a empresa chamada Brasil Foods.
De acordo com informações da Agência Estado, a nova companhia deverá fazer uma oferta pública de ações para levantar valor estimado de R$ 4 bilhões, segundo comunicado ao mercado. A união das companhias, que juntas serão responsáveis por quase 25% do mercado exportador global de aves, se dará por meio de uma complexa operação societária, com a criação de uma outra entidade, a HFF Participações. A Sadia, que precisava se capitalizar após as perdas de R$ 2,6 bilhões com derivativos, terá suas ações incorporadas em um primeiro momento pela HFF Par.
Para o assessor técnico do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Marcos Pó, a fusão pode provocar aumento dos preços e queda na qualidade dos produtos, já que diminui a concorrência. “As empresas não se juntam para o bem do consumidor, elas se juntam para ter lucro”, afirmou.
As experiências de fusão anteriores demonstram que o consumidor não costuma ser beneficiado com esse tipo de operação, de acordo com Marcos Pó. Para ele, a concorrência é a única maneira de garantir que as empresas forneçam serviços de qualidade e preços razoáveis.
O professor de marketing da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA USP), Marcos Campomar, é “otimista” com os possíveis resultados da união das duas empresas. Segundo ele, a nova companhia terá condições de oferecer produtos de melhor qualidade com preço menor.
A melhoria dos serviços seria consequência da melhor utilização dos equipamentos e da mão-de-obra das indústrias pertencentes a ambas as marcas. Na avaliação de Campomar, a unificação também permitiria "nivelar por cima" os padrões de qualidade.
O professor não descarta a possibilidade da existência de monopólio, pois a fusão irá combinar a força de penetração no mercado das duas empresas. “O que fará pressão sobre as empresas menores”, alertou Campomar. Nesse cenário, ele acredita que as outras empresas só teriam espaço entre as pessoas de renda mais baixa. Quanto a demissões, Campomar acredita que devem ocorrer em níveis gerenciais, de maneira a adequar a estrutura administrativa. Ele não acredita em “demissões em massa”.
No que diz respeito aos fornecedores, Marcos Campomar prevê uma situação mais complicada. Segundo ele, com a concentração de mercado decorrente da fusão, a nova empresa teria mais poder de negociação e poderia exigir melhores condições de compra. “ Quando um comprador é forte, ele pode forçar o preço que ele quiser”, explicou.
Para o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Wolmir de Souza, a situação dos produtores não deve mudar. “A política deles é igual, não muda nada”, afirmou. Segundo Souza, muitos produtores apenas prestam serviço para as grandes empresas do ramo de alimentos, que são donas dos produtos e dos insumos.
Souza se diz favorável à fusão por acreditar que a nova empresa terá mais condições de abrir espaço no mercado internacional. “Nós precisamos ser competitivos no exterior”. Ele espera que os novos ganhos obtidos com as possíveis exportações “sejam distribuídos com os produtores”.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
OMISSÕES e INAÇÕES DO PODER JUDICIÁRIO E DO MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL PODERÃO LEVAR O ES A UMA INTERVENÇÃO FEDERAL.
Fonte: SÉRIE: Títulos de Notícias que carecem de publicação de matérias.
O CLARO: MÉDICOS EM GREVE SÃO HOMICIDAS, POIS VIDAS NÃO PODEM SER REPOSTAS E MORTOS NÃO REENCARNAM !!!
FONTE: Série : Títulos de Notícias que carecem de publicação de matérias.
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